Questão 50 - ETEC 2018/1
1. Leia a letra da música “É você” de Marisa Monte e responda à questão.
É você
Só você
Que na vida vai comigo agora
Nós dois na floresta e no salão
Nada mais
Deita no meu peito e me devora
Na vida só resta seguir
Um risco, um passo, um gesto rio afora
É você
Só você
Que invadiu o centro do espelho
Nós dois na biblioteca e no saguão
Ninguém mais
Deita no meu leito e se demora
Na vida só resta seguir
Um risco, um passo, um gesto rio afora
https://tinyurl.com/ycdar4y4 Acesso em: 13.11.2017.
I É você [...] que na vida vai comigo agora
II É você [...] que invadiu o centro do espelho
Ao analisarmos a função que as orações destacadas nos exemplos I e II exercem, podemos classificá-las como orações
a - subordinadas substantivas, pois exercem a função de substantivo.
b - subordinadas adverbiais, pois exercem a função de advérbio.
c - subordinadas adjetivas, pois exercem a função de adjetivo.
d - coordenadas sindéticas, pois exercem a função aditiva.
e - coordenadas assindéticas, pois exercem a função conclusiva.
2. (Unimontes)
O DESCONSOLO DA PERDA
Betty Milan*
[...]
O nosso maior desconsolo é a perda do ser amado. Só superamos a tristeza quando entendemos que perder não é sinônimo de não ter. Que quem morreu já não está no mundo, mas pode existir em nós. Fazer o luto é entender que a morte não anula a existência e que, sem estar, o morto ainda está. Isso requer tempo. Tanto mais tempo quanto menos ritualizada é a despedida. Nas sociedades em que existe o culto ao ancestral, a morte não deixa quem perde inteiramente desprotegido como na nossa sociedade. Entre nós, evita-se falar da morte e não se tem tempo para a tristeza, o que nos expõe mais ainda aos efeitos negativos dela. Nada é pior do que a tristeza recalcada, de ação sorrateira e consequências imprevisíveis. Quem não chora o seu morto e não é consolado pelos vivos fica sozinho com a perda. Num certo sentido, é marginalizado. Por outro lado, quem não tem tempo para o sofrimento alheio não pode ter relações de amor ou de amizade. E, assim, isola-se também.
Os personagens de romance encontram soluções mágicas para os seus dramas. Já nós somos obrigados a aceitar a realidade. Mas nada nos impede de aprender com os personagens a usar a nossa imaginação para viver melhor. No caso do luto, isso significa rememorar: o encontro, a solidariedade, o tempo feliz vivido na companhia do outro. Rememorar em vez de lamentar a falta. Só chora continuamente a perda do amado ou do amigo quem não acredita na própria morte. Ou desacredita o tempo, porque se ilude pensando que a vida não passa.
Veja, 1 de setembro, 2010, p. 164.
* Psicanalista e escritora.
A circunstância expressa pelas orações adverbiais dos períodos abaixo foi corretamente determinada em cada alternativa, EXCETO em
A) “Mas nada nos impede de aprender com os personagens a usar a nossa imaginação para viver melhor.” ⇒ CAUSA.
B) “Tanto mais tempo [requer] quanto menos ritualizada é a despedida.” ⇒ PROPORCIONALIDADE.
C) “Só superamos a tristeza quando entendemos que perder não é sinônimo de não ter.” ⇒ TEMPO.
D) “Nas sociedades em que existe o culto ao ancestral, a morte não deixa quem perde inteiramente desprotegido como na nossa sociedade.” ⇒ COMPARAÇÃO.
3. Analise o seguinte período:
Naquela manhã, deixamos Onofre de castigo, porque ele quebrara a louça antiga da vovó.
Nesse enunciado, é possível apontar uma oração subordinada adverbial:
A) causal.
B) comparativa.
C) concessiva.
D) condicional.
E) conformativa.
4. Esculhambação
Ferreira Gullar
A tragédia de Santa Maria impactou o país pela quantidade de mortes que ocasionou, mas também pelo que significa no quadro da realidade brasileira: a denúncia da irresponsabilidade que tomou conta do país.
Que, no Brasil de hoje, as leis, as normas sociais estão aí apenas para constar, a gente já sabia. Mas foi preciso, desgraçadamente, que o incêndio da boate Kiss resultasse na morte de quase 240 pessoas — na sua maioria jovens universitários — para que as autoridades se mancassem e se sentissem obrigadas a fazer o que mais as desagrada: cumprir as leis e, pior ainda, punir quem as desrespeita. Na verdade, querem ser todos bonzinhos, especialmente consigo mesmos.
A tragédia de Santa Maria tornou de repente inviável essa cômoda atitude. A postura usual dos governantes e das autoridades é a de não admitir os seus próprios erros, atribuindo-os a injúrias ou mentiras inventadas pela imprensa.
[...]
É que, para eles, a opinião pública não merece nenhum respeito. Que outro sentido tem a recente eleição de Renan Calheiros para presidir o Senado Federal, embora denunciado pelo procurador-geral da República por peculato, uso de documentos falsos e corrupção? Há cinco anos, ele renunciou a essa mesma presidência e ao seu mandato parlamentar para escapar de ser cassado. E volta, agora, sob os aplausos efusivos de seus companheiros de farsa. É ou não é uma esculhambação?
Folha de S. Paulo, E10 ilustrada, domingo, 17 de fevereiro de 2013.
“[...] foi preciso, desgraçadamente, que o incêndio da boate Kiss resultasse na morte de quase 240 pessoas [...] para que as autoridades se mancassem e se sentissem obrigadas a fazer [...] cumprir as leis [...].”
Acerca da subordinação presente nesse período, assinale a alternativa em que a análise feita NÃO é procedente.
A) Esse trecho encerra uma ideia de finalidade.
B) Há, no trecho do enunciado, uma oração na forma desenvolvida, amparada pela conjunção “para que”, com verbos no subjuntivo.
C) Entre esse trecho expresso no enunciado e o seguinte trecho: “[...] ele renunciou a essa mesma presidência [...] para escapar de ser cassado”, há o estabelecimento de mesma ideia, explicitada por conjunção com mesmo valor ou função, com essa oração na forma reduzida.
D) Está expressa, no trecho, uma ideia de condição.
5. Leia este texto:
Gérson comprou uma agenda, a fim de que pudesse organizar suas tarefas diárias a partir da próxima semana. Ele sabia que teria menos estresse assim. Quando escreveu na agenda pela primeira vez, teve a sensação de controle sobre a própria existência.
O texto apresenta que tipos de orações subordinadas adverbiais?
A) Causal e condicional.
B) Causal e concessiva.
C) Final e temporal.
D) Final e condicional.
E) Consecutiva e temporal.
6. Analise o seguinte enunciado:
Ela é menos solitária do que eu era na minha adolescência.
Nessa frase, há uma oração subordinada adverbial:
A) causal.
B) comparativa.
C) concessiva.
D) condicional.
E) temporal.
7. Analise o uso da locução conjuntiva “sem que” nos enunciados a seguir:
I- Não correrá sem que eu tenha chegado.
II- Não faz almoço sem que nos engorde.
III- O produto vendeu muito, sem que fosse bom.
Sobre tais enunciados é correto afirmar que a locução conjuntiva “sem que” introduz:
A) uma oração subordinada adverbial condicional em I e consecutiva em III.
B) uma oração subordinada adverbial consecutiva em II e concessiva em I.
C) uma oração subordinada adverbial consecutiva em II e condicional em III.
D) três orações subordinadas às principais, sendo todas adverbiais consecutivas.
E) uma oração subordinada adverbial condicional em I e concessiva em III.
8. Analise a seguinte frase:
Mesmo sofrendo, não reclama.
Nesse período, há uma oração subordinada adverbial:
A) causal.
B) comparativa.
C) concessiva.
D) consecutiva.
E) temporal.
9. Em todas as alternativas abaixo, há uma oração subordinada. No entanto, a única que apresenta uma oração subordinada adverbial é a alternativa:
A) É lógico que estamos condenados à morte.
B) O policial teve a impressão de que a mulher escondia uma faca.
C) Se houver reunião hoje, fale sobre as suas inquietações.
D) Os medos, que assolam a humanidade, têm fundamento.
E) A felicidade, que todos almejam, está na próxima esquina.
10.
Bate outra vez
Com esperanças o meu coração
Pois já vai terminando o verão
Enfim
Volto ao jardim
Com a certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar
Para mim
Queixo-me às rosas
Que bobagem as rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti, ai
Devias vir
Para ver os meus olhos tristonhos
E, quem sabe, sonhavas meus sonhos
Por fim
OLIVEIRA, Angenor. As rosas não falam. In: OLIVEIRA, Angenor. Cartola. São Paulo: Discos Marcus Pereira, 1976.
Na letra de música do compositor Cartola, é oração subordinada adverbial:
A) “Bate outra vez” (estrofe 1).
B) “Queixo-me às rosas” (estrofe 3).
C) “Que bobagem as rosas não falam” (estrofe 3).
D) “O perfume que roubam de ti, ai” (estrofe 3).
E) “Para ver os meus olhos tristonhos” (estrofe 4).
Comentários
Postar um comentário